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In Uncategorized on outubro 20, 2010 by lola2751

bklaaaaaa

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Isle of Wighters: Teaser

In Uncategorized on junho 17, 2010 by lola2751

Estou preparando o meu cérebro para escrever um post decente sobre a super aventura desse último fim de semana: Isle of Wight Festival 2010.

Esse teaser é só pra mostrar que eu não ainda desisti desse blog, e mesmo faltando apenas 2 semanas para eu sair de London eu pretendo ainda ser fiel ao Gum Bullets e sempre que eu resolver escrever, o que admito que é uma certa raridade, eu não pretendo deixar nenhum detalhe de fora. Por não ter condições mentais para me dedicar a essa tarefa no momento, vou deixar esse reminder da minha intenção e uma fotchinha só pra dar um gostinho. Beijos amores!

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Dream Sequence

In Uncategorized on maio 12, 2010 by lola2751

Terça-feira comum, ligo a tevê no VIVA e está passando: “Pregnant and 16″. Programa mais assassino de bom humor na face da terra, então impulsivamente liguei o note e entrei no wordpress.com. Sei que ando muito negligente com o blog, e faz tanto tempo que não escrevo. Só a idéia de recomeçar me deixa meio confusa, cansada, não sei por onde começar já que deixei tanta coisa de fora. Mas cada um deve encarar as suas responsabilidades. Alguns tem bebês e outros tem baby Gumbullets. So, here I am.

Vou ter que sobrevoar rapidamente os últimos tempos de forma geral e pousar apenas alguns dias atrás para poder contar essa parte com detalhes (todos os pequenos detalhes, como diria a Alice, se é que isso é bom). Então, desde minha última aparição por aqui: terminaram as aulas na Central Saint Martins e começaram as aulas na Hampstead School of English. Eu vivi Phoenix (dei uma cafungadinha no vocalista no momento em que ele resolveu dar um passeio no meio do público e apareceu bem na nossa frente), recebi meu pai em Londres, fim de semana numa casa de campo em Crowborough, dia de sol em Brighton, descobri que Amsterdam é possivelmente um dos lugares mais bonitos do mundo, fugi para a Itália com a Isadora: Semana da Feira de Design de Milão (que poderia render alguns mil posts, mas vou reservar todas essas informações preciosas para os mais interessados que me perguntarem a respeito) e Roma (Tudo foi amor a primeira vista), fiquei presa na Itália por causa do vulcão, sequestrei a Isadora, depois devolvi, milhares de descobertas, muitos museus, alguns filmes e livros, muita comida (SHIT) e risadas com pessoas inesquecíveis!

É, não tenho muito do que reclamar… se não fosse pelo quesito muita comida, que eu devo ressaltar para justificar um ato inesperado na sequência da minha jornada. Me inscrevi na academia. Apesar de não estar indo no momento (calma, mãe). Estou aguardando minha induction, porque aparentemente os  aparelhos são modernos demais para eles deixarem essa pobre criatura do 3o. mundo utilizar sem nenhuma instrução da equipe. Risos Mortais. Mas tudo bem, esse evento “muito esclarecedor” vai acontecer daqui 2 dias e vou começar a compensar todo esse meu apetite londrino. Vai ser incrível finalmente entender como funcionam as telas Touchscreen da esteira. Ha. Ha. Ha.

Minha última semana foi regada de eventos culturais de todos os tipos. Se devo apontar o ponto mais positivo de se viver em Londres é a possibilidade de se fazer os mais diversos programas, e isso ocorre constantemente, durante todo o ano, nonstop. Londres é como uma onda furiosa, cheia de informações, pessoas correndo, schedules e acontecimentos. É cinza, mas muito ensolarada (surpreendente para muitos, nem tive muitos dias de chuva por aqui). E se tu parar e souber aproveitar um pouquinho do que a cidade pode te oferecer, já tá valendo a pena.

30 April - Electric Velvet Blue : Evento que está ficando famoso para o Design de Produto da CSM e todos seus agregados são as festas monocromáticas da Theresa. A primeira foi a Golden, a segunda Midnight Summer Green’s e agora a última edição foi a eletrizante (literally) Electric Velvet Blue. Música boa e uma quantidade excessiva de luz negra, o que deixou nossos dentes um tanto quanto AZUIS. Foi ótimo reencontrar muitos dos meus colegas que eu não via desde o último dia de aula. Até mesmo as meninas que foram para a Turquia e voltaram com um bronzeado invejável. A alegria foi tanta que gastei  toda a energia do mundo na pista, a tal ponto que na volta para casa acabei dormindo no ônibus e acordando em New Cross. Quando finalmente consegui chegar em casa, o céu estava, ironicamente, ficando azul. 1 May - Camberwell Students’ Lido Installation: Acordei cedo e fui para o sul sul de Londres. Tudo para prestigiar meus amigos que fazem 3D Design na Camberwell. Rola por aí que na realidade a Camberwell é a the next big thing no design londrino. Que na realidade, ela já é melhor que a CSM, porém ainda não tem todo o prestígio que gira em torno da minha querida facool, e por essas e por outras não tem toda a atenção devida. É não sei não, meu coração ainda está no lindo prédio de esquina em Southampton Row…  A instalação aconteceu em Brockwell Lido, no Brockwell Park, e foi abençoada com um dia de sol e calor. O tema da instalação era representar toda a cultura que envolvia os Lidos antigamente e tentar de diferentes maneiras recriar um pouco dessa nostálgica interação. Era em geral voltada para o público infantil, o que não significou que pessoas de todas as idades não tenham se divertido nas criações dos alunos. Eu me diverti horrores, of course. 2, 3 May -Irish Boy Birthday: Aniversário do Johnny, meu colega designer e amigo irlandês com um grande coração e uma mente muito criativa (o último projeto dele foi algo do estilo peças de lego que brotavam do chão da sua sala criando os móveis que você desejasse no momento, exato). Meu presente foi um bolo de baunilha com frutas vermelhas no formato de um joystick do Mario Bros e foi devorado de uma forma voraz (existem fotos do aniversariante com a cabeça enterrada no bolo). Foi basicamente uma das festas de aniversário mais longas que eu já presenciei, começando as 16h de domingo e terminando pelo meio-dia do dia seguinte.  4, 5 May - Aulas de inglês e duas tentativas falhas de ir na exibição da Grace Kelly 6 May - Eleições: As eleições não estavam atraindo minha atenção até o momento em que meu professor de inglês nos deixou a dica de que assistir os debates e ler as propostas dos candidatos podia ser um bom exercício para aumentar nossa compreensão linguística. Então tudo começou com a leitura do Metro, depois assistir os debates com os flatmates e enfim tomar cerveja e aguardar a contagem dos votos com os amigos. Deu empate entre labour e conservatives, o que é péssimo, porque agora para aprovar qualquer lei que seja vai ser um processo muito mais lento e vai dificultar muito a forma de se governar. 7 May - Scala: Um clássico da noite underground de Londres, o clube Scala é famoso por ser uma balada meio… “emo”, pronto falei. Fui pela companhia, que valia muito, mas o Scala não é meu estilo, MESMO. Tive, como todos nós nos nossos dias de aparelho, uma fase Blink 182, mas ela parou por aí. Apesar do show da Daisy Dares You ter me entretido bastante (fiquei horas abismada com o cabelo loiro/roxo e a calça de couro dela. Com o fato dela conseguir não ter ficado ridícula na calça de couro com um rasgo na bunda. E com o cabelo loiro/roxo é claro), a partir do momento em que rola roda punk ao som de My Chemical Romance eu sinto que é hora de partir, gurizada. Digamos que a noite foi curta para mim e terminei ela no skype conversando com a Manu, sem socos, pontapés e lapis de olho. 8 May - Buttoned Down Disco: Muito ouvi falar da Koko, muita vontade tive de ir, mas por algum motivo inimaginável eu ainda não tinha ido lá. E digo, que a vida mudou.  Imagine a estrutura arquitetônica do Teatro São Pedro, mas em vermelho. Imagine com um globo imenso no meio. Imagine com bolas gigantes e coloridas sendo jogadas pela massa saltitante ao som de hits dos anos 80, rockezinhos indies que todos amam e pop songs do hit parade britânico. O bar também não é dos mais abusivos, nada como no Brasil, mas 4,50 por uma dose + mixer e 1,70 por um shot de tequila é razoável para os preços salgados da noite aqui. Festa exclusiva para convidados e com entrada free antes das 10 (nem me fala, estou me acostumando com essas nights que começam cedo). E comofaz ser convidado? Basta entrar no site da noite e se cadastrar, imprimir o convite ou mostrar no teu smartphone, phyna. Que coisa excruziva ein? Vale muito é só o que digo. May 9 - Sessão Dupla: Leicester Square é onde você vai encontrar a maior quantidade de salas de cinema por metro quadrado em Londres. Tem três Odeons (cada um com suas sei lá quantas salas), um Vue, um Empire e o que eu não sabia: um Prince Charles Cinema. A grande salvação para quem tem a grana curta mas vontade grande de curtir um sessão de cinema, um dos meus guilty pleasures preferidos. O ingresso é 5,50 para estudantes, delícia! Em todo o resto de Leicester Square o preço varia entre 8 e 12 pounds (se o filme for 3d custa 20 facadas de pounds), então descobrir esse paraíso foi um alívio para a consciência. Primeiro vi An Education com a Laura, querida que andava sumida mas ressurgiu em Kokoland. Um dos melhores filmes que vi esse ano, e que botou de volta a fé que eu tinha perdido na industria cinematográfica depois de ver Alice (não vou entrar em detalhes). Depois Whip It! Filme dirigido por Drew Barrymore e estrelado por Ellen Page, que faz Bliss, uma versão abobalhada e mais nerd de Juno. O filme começou meio surpreendente, mas terminou com um roteiro meio óbvio, mas mesmo assim adorei, ótima trilha sonora, ri horrores e fiquei morrendo de vontade de esportes agressivos. Vai ver frequentar a academia não é uma idéia muito ruim after all. 10 May - Last Girl on Earth: Rihanna sempre foi um conjunto de interrogações para mim. Tatuagem de estrelinha na nuca, really?  Apanhar do Chris Brown? Sair para jantar com as amigas de Blazer e Pasties? Tem certeza que essa é a idade dela? Ela realmente tem um caso com o Jay-z? Qual o tamanho da testa da Rihanna? Mas nada disso interessa no momento. Será que ela tem talento?  Essa finalmente foi respondida. Ontem no 02 Arena assisti a uma apresentação do Last Girl on Earth, título da turnê internacional da Rihanna. Show foi aberto por Pixie Lott, cantora pop super famosa aqui na ilha e em seguida um video com imagens pós apocalípticas, robôs e objetos fálicos tudo editado com muito bom gosto e ousadia (detesto essa palavra, mas ela se aplica). Essa era a vibe da apresentação. Algo no estilo guerra, apocalypse, robôs, lycra, glitter. Surge no palco em uma plataforma metálica se movendo verticalmente, vestindo um vestido preto com leds vermelhos e cantando Russian Roulette: Rihanna. Rihanna sem playback, acompanhada por sua banda e dançarinos talentosos. Depois aparece Rihanna com muito glitter em um macacão super cavado (estilo lady gaga e aquela meia calça mágica que a Beyoncé adora usar, sabe? Aquela bege que brilha e que disfarça toda a banha do mundo?) montada em cima de um tanque de guerra rosa shock com um capacete do mickey cantando So Hard. Daí pra frente, foram muitas trocas de roupas, muitas coreografias empolgantes, muitos dançarinos girando em tecidos, cover de oasis e solos de guitarra. Até ela tentou dar uma palhinha na guitarra, nope, ninguém comprou essa, mas o solo de percussão foi bastante convincente, Rihanna arrasou nos tambores metálicos. Quero ser igual a ela quando eu crescer. Linda, talentosa, magra, lycra, glitter… só que ela tem o quê? 3 ou 4 anos a mais que eu? Ai que tensa. Que bom que eu me inscrevi na academia! Ha. Vamos na fé, estou em London e ainda tem muitos outros sonhos na sequência…

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Vampires & contortionists – part II

In Uncategorized on fevereiro 9, 2010 by lola2751

The Diary from the weekend of Bye bye, Poplar

Londres está com uma temperatura muito agradável. Ando recebendo muitos recados (assim parece que recebo mil emails, não são tantos assim) de conterrâneos de Porto Alegre, atualmente conhecida como Forno Alegre, sobre os grandes efeitos escaldantes que os buracos na camada de Ozônio estão trazendo para nossa linda cidade. Ouvi “33 graus com sensação térmica de 50″. Deve ser exagero, mas mesmo assim, não me sinto na posição de reclamar do 8 graus com figura de solzinho que apareceu no dashboard do notebook nessa última sexta-feira. Um dia atípico para Londres, como eu disse, figura de solzinho. Esqueci de ligar o despertador, acordei já na metade da minha aula de Illustrator, ainda bem que é uma aula que tu pode fazer em casa (e ainda faz com mais calma). Tinha recebido na noite do dia anterior, um email da empresa da casa que eu tava afim de ir morar dizendo que minhas informações foram checadas, fui aceita por eles e que eu estava “quase pronta para me mudar“. Só faltava pagar. Bom, aproveitei o bom humor climático para nã0 me deixar tão triste de tirar do bolso tal quantidade de libras de uma vez só (efeito Oyster Card novamente, mas multiplicado…). Peguei o Tube, andei pela Jamaica Road. E enfim, paguei o quarto novo. Estava confirmado. Bye bye, Poplar.

Não me entendam mal, nada “contra” meu antigo bairro, apesar de que tudo contra ele (risos). Poplar é um bairro simpático, fica super branquinho nos dias de neve e colorido quando tem sol. Eu era provavelmente uma das mulheres mais altas do bairro, um bairro majoritariamente de indianos. As indianas são bem pequeninhas, então me sentia PHYNA (palavras de Katylene). Bom então, tinham indianos, poucos supermercados (um Tesco express, de 3 metros quadrados, 6 quadras da minha casa). Tinha o DLR  (não obrigada, não quero mais precisar andar de trem para ir pra faculdade). O problema não é simplesmente o fato de ter que pegar trem, é o fato de que o DLR é o trem mais inconstante da história. Hoje ele funciona, amanhã só funciona tal trecho, depois de amanhã é o outro trecho. E eles não avisam antes, tu te programa pra chegar em 30min na faculdade e na hora descobre que esse trajeto não é possível, apenas o de 50min, daí tu chega atrasada na aula de injection molding. Fora o motivo número um do meu desamor por Poplar: eu não sabia voltar de noite para casa. Depois da meia-noite, os DLRs e Tubes fecham e apenas os buses andam pela cidade. Como eu não andava de ônibus diariamente, não fazia muita idéia dos trajetos e paradas. Então resolvi um dia entrar no Journey Planner, que pra quem está pensando em vir para Londres, digo que é uma das minhas dicas mais importantes EVER. www.tfl.gov.uk, você diz onde está, onde quer chegar e que horas são, ele te diz qual é o melhor caminho. Geniiouuus! Bom, o melhor caminho para voltar pra casa de noite da maioria dos lugares que eu ia eram 2 ônibus (no mínimo) e demoraria algo em torno de 1h11min. Adooooro. NOT. 

Preciso entrar nos detalhes sobre o pessoal que morava comigo? Deixa eu resumir: metade não sabia inglês e estava tentando a vida aqui, tinham cabelos que não eram meus no meu sabonete, quarto do lado cantava músicas italianas de novela as 2 da manhã, depois de muita gritaria numa noite eu resolvi nunca mais pisar na cozinha e sábado quando fui buscar minhas malas tinha um pedaço de frango no chão na frente da porta do meu quarto. É.

Hello, Bermondsey. Maaaaa hoooooood!

Em NY eu fiquei no Harlem. Agora me sinto em casa em Bermondsey. Não diria que é a mesma coisa (não surta, mãe). Acho que Elephant&Castle seria o Harlem de Londres (Poplar seria Astoria hahaha). Bermondsey é um vizinho próximo muito simpático. As pessoas aqui param pra te deixar atravessar (É sério! O sinal não precisa estar vermelho, eles simplesmente param). Moro, na verdade entre Bermodsey e London Bridge, numa casa, que faz parte de uma rua meio interna chamada Oxley Close. É um rua com muitas casas, apenas uma entrada para carros (só vi uma até agora, pelo menos) e vários acessos para pedestres. Dentro do nosso “close” já vi muitas pessoas passeando com os cachorros, voltando de caminhadas, limpando o jardim e fumando (aqui a lei funciona, não se pode fumar dentro de lugares fechados. Meu cabelo pós-festa agradece). Tem um Tesco  a uma quadra daqui. Facíl para aplicar o meu plano, que sempre quis aplicar, de comer como uma francesa. Fazer as compras do dia, e apenas. Ainda não deu certo, mas vai dar. Um dia.

Não posso falar da minha mudança, sem falar da mudança em si. Ocorreu no sábado, e eu diria que foi uma pequena odisséia. Estavamos eu e a Juliana. E mais uma mala gigante, duas malas pequenas, um sacolão da IKEA, minha mochila e minha colcha. Nós enfiamos na cabeça que iamos carregar tudo em uma viagem só e custe o que custar. Bom, custou alguns xingamentos na rua (esbarrei em algumas pessoas), alguns apertos dentro do ônibus (fizemos o transporte via trem e ônibus) e uma dor terrível nas costas que estou me recuperando apenas hoje. Ju, total prova de amizade guria!! Para comemorar que conseguimos fazer essa indiada, fizemos minha primeira janta na casa nova. Salada com vegetais refogados e queijo de cabra + quiche de brócolis + vinho. Resultado: Não queríamos mais sair de casa e as gurias acabaram vindo para cá tomar vinho, comer madeleines e assistir “Crepúsculo“. Eu juro que não fui responsável por isso, já cansei de ver esse filme e já diria que estou recuperada do Edward. Mas estavamos lendo katylene e outros web-fofocas e tivemos uma recaída em conjunto por ele. Coincidentemente, minhas flatmates tinham comprado o dvd há um tempinho e acabamos dormindo no sofá vendo o filme. Foi um sábado a noite muito bom, nós precisávamos nos restabelecer depois da noite de sexta na Proud Camden. A Proud é uma “rede” de galerias de fotografia, focada principalmente em fotografias de rock (de Rolling Stones a The Kooks. Na de Camden tem muitas fotos do Pete Doherty, imagino que ele não deve ser difícil de ser fotografado por aqui) mas que exibe de tudo um pouco com muito bom gosto e estilo. A noite eles abrem a galeria em Camden para fazer festas malucas. Nessa sexta fomos numa festa entitulada “Tales of the Unexpected“. O tema era Circo. Contorcionistas, pernas de pão, estátuas de zebras e leões, carroças de circo, estava todos presentes. Circo, pode ser um tema muito tosco se tu não sabe fazer o visual decentemente, mas eles com certeza conseguiram manter a cara do local e pequenos detalhes que personalizaram a festa. As festas da Proud vão ser certamente umas das minhas favoritas de Londres, só tenho que me atinar de na próxima vez me colocar na guestlist deles, porque é meio salgado.

Com toda essa palhaçada, acabei me sentindo em casa…

e me sinto em casa na minha própria casa agora!!! Hoje vi filmes com meus flatmates e já combinamos de fazer churrasco assim que o clima melhorar. Uma das meninas que mora aqui comigo morou um tempo em Santa Catarina, na casa de brasileiros, tipo um intercâmbio. Ela ainda fala algumas coisas e diz ter muitas saudades da nossa comida (eu também, principalmente dos menus chiquérrimos de minha mãe) e de fazer compras (na época que ela morou aí, uma libra era tipo 5 reais, então ela caiu de boca nas compras). Logo quando eu já estava desacreditando que europeus conseguem demostrar carinho pelas pessoas, ganhei flatmates queridos, estou muito feliz com a mudança. Pra encerrar, dá uma espiadinha no meu quarto (muito estilo BBB, que estou acompanhando um pouco só de ler os twitters dos amigos. Tá na moda, gurizada? AINDA?)

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Vampires & contortionists – part I

In Uncategorized on fevereiro 9, 2010 by lola2751

The Diary from the week(end) of Bye bye, Poplar

A faculdade está bombando. Boa notícia. Logo está sugando meu tempo. Má notícias.

Estava conversando com a Sabrina agora. Sobre o Blog. Sobre o fato de que eu não estou escrevendo e toda hora que eu sento e começo a escrever eu desisto, porque já que eu não escrevi antes quando eu devia ter escrito, as coisas começaram a acumular e daí eu tenho que fazer um post superficial sobre tudo que aconteceu desde o últimos post. E todos sabem da minha capacidade de mudar de tópico e fazer comentários necessários (e desnecessários) e abrir parênteses e colocar falas em itálico. Então esse é um post manifesto, de que eu vou tentar evitar isso. Porque eu gosto que meus textos façam algum sentido, e que eles não fiquem longos, chatos e desconexos. Para isso é possível que em um dia só eu escreva mais de um post, para poder separar melhor os tópicos. Acho que isso vai ajudar né?

Tá, vou começar.

Vou fazer outro post daí eu vou começar. Lembrem de ler esse embaixo. beijos

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The Curse of the sinful Sundae

In Uncategorized on janeiro 28, 2010 by lola2751

Sabe quando tu acorda errado? 

Dormi a manhã inteira, aproveitei a manhã livre para me recuperar das baladinhas do finde passado. Liguei o despertador pelo meio dia,  porque apesar de não ter aula antes das 18h, eu estou em Londres, e isso já é motivo suficiente para ter que sair da cama. Levanto retardada e como um iogurte natural com morango. E depois um natural com pêssego. Só não comi um terceiro porque não tinha mais no meu frigobar. Essa técnica, que devo creditar às francesas que muito sabiamente a inventaram, de comprar apenas o que vai ser comido nas próximas 24 – 48 horas é puro luxo. A coisa mais esperta. Porque uns tempos atrás, acho que na semana passada, me vi empolgada na sessão de frutas do Sainbury’s e trouxe para casa alguns quilos de uva, além de massas, suco (2 pelo preço de 1), cenoura baby  (para ser light), iogurtes diversos… As uvas foram todas há muito tempo atrás, porque viraram minha mania de aliviar o stress (além de fazer unha, que descobri ser uma ótima fórmula de escape quando se está surtando. Atualmente uso Rosa Copacabana Cremoso, da coleção “Praias” do esmalte Ana Hickmann). Massas foram indo, pelo menos de forma correta, uma em cada dia. Sucos nem vi mais. Cenouras foram umas ou duas, agora elas tem umas solidificações de gelo ou sei lá, dentro do saquinho e fiquei meio desconfiada (com nojinho em outras palavras).

Então comi os iogurtes e fui fazer o trabalho de direção de arte para cinema. Para os que não sabem, me foi dado pelo Study Abroad da CSM (Central Saint Martins) um short course de minha escolha. E como eu sou carente de um curso de cinema público em Porto Alegre me joguei aloca nesse curso de direção de arte. Mas, sei lá, pode ser ignorância minha , mas vida toda sempre achei que o papel do diretor de arte era compor tudo que era visual na gravação. Era ter a palavra “final” (abaixo da do diretor é claro) sobre cenário, luz, certos detalhes, roupas, onde estarão os atores. Não sei. Só sei que no curso que estou fazendo aprendi que o diretor de arte de um filme é basicamente um decorador de interiores com muitos subordinados. Não diria que não gostei, mas perdeu um pouco do glamour que eu estava esperando. Meu trabalho era sobre os “Royal Tenenbaums” então é claro que o curso me conquistou novamente de forma instantânea.

Fui pra faculdade pelas 15h só pra não ficar em casa morgando. Chegando lá e lendo meus emails em um dos Macs da biblioteca (que agora eu chego diretamente sem me perder em nenhuma das escadarias e corredores) mandei um recado via facebook para a Bella e acabei desviando total o meu rumo indo para Oxford Circus comprar um casaco. Nos finais de semana que basicamente fico morando na casa da Bella (porque minha casa é longe demais pra voltar sozinha com os 3 ônibus que eu teria que pegar de noite num pós-festa) eu acabo sempre pegando um casaco emprestado. Casaco quente para um inverno afu (no próximo fim de semana dizem as más línguas que vai nevar) só trouxe um TH preto estilo edredom, sabe? Tipo acolchoado (pra quem conhece o Lemes, é tipo o casaco de tartaruga do Lemes). Então na night eu pareço um esquimó desnorteado de salto alto. Comprei um casaco novo por uma bagatela na MANGO (tu encontra a loja logo saindo da saída 5 do metrô do Oxford Circus). Tinha tanta promoção que acabei saindo com outro casaquinho e um vestido :) IHI

Encontramos a prima da Bella para tomar algo num pub. Fomos no Soho Bar, que fica, dã, no Soho. Porque está muito frio e por isso o pessoal não fica tão afim de sair, alguns bares em Londres estão com uma Happy Hours com 50% em todas as bebidas e comidas. E COMIDAS!!!! Comi um peixe delícia com salada, depois Nachos delícia com queijo e guacamole e depois pãezinhos delícia com molho mara de alguma coisa verde. Dividi com a Bella esse banquete, né amiguinhos. Fiquei tão empolgada com a comida que me desviei do horário da aula de direção de arte, e já que eu tinha acordado errada me dei o luxo de cabular a aula e tratar do meu bem estar psicológico. 

Tratei tão bem, que quando eu estava indo em direção ao tube para voltar aqui para a minha casinha em Poplar  (que será minha casa por apenas mais 1 semana e meia) resolvi gordamente comer um Sunday de Toffee. Uma montanha branca e cremosa com pequenos rios caramelados se infiltrando de forma lenta pelas suas colinas que levemente brilhavam na luz artificial da store (de tão hipnotizada não sei o nome do lugar onde comprei o Sundae). Já na segunda colherada me sentia culpada, gulosa e cheia de pecado. WTFFFFFF O que estou  fazendo comendo esse sunday? liberando meu stress em comida?  Numa porcaria de um Sunday de Toffee, trocentas mil calorias por colher!!! Comi o sundae até o fim. Cada vez que eu engolia aquela coisa gelada e extremamente doce, eu criava uma resolução nova das minhas atitudes. Trocar o pãozinho por sopa. Hazelnut Hot Chocolate vai virar um Caffè Americano. Nachos com queijo = pão integral com creamcheese light. Doces = Frutas. Se eu ficar estressada vou fazer Climbing. Vou ler meu google reader. Vou pintar uma unha de cada cor. E as unhas do pé. Onde diabos estão minhas uvas?

Amanhã promete ser um dia melhor!

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The Nature of Study

In Uncategorized on janeiro 19, 2010 by lola2751

São 23h30 e eu ainda estou elétrica!!!  Estou completamente eufórica, feliz, ouvindo “gym class heroes“, cantando os refrões em voz alta e tentando amacear meus sapatos novos (pra quem leu o post anterior). Estou assim por um motivo pouco esperado para todos que já me conhecem há um tempinho.

Estou apaixonada por estudar (risos dos meus risos). Isso é louco, nunca fui uma pééssima aluna, mas nunca me apaixonei pelo colégio. Acho que esse é o caso na real. Na verdade estou apaixonada pela Central Saint Martins e por todo o sistema de ensino deles. E por tudo que eles oferecem e da maneira com que eles fazem. É tão mais lógico e efetivo. Num mundo cheio de informação (e logo desinformação) , eles não simplesmente te jogam a matéria ou nem te entregam tudo mastigadinho. O estudo é muito individual, mas a forma com que funciona dá muito vontade de participar.

O plano de ensino é separado por semana. Diferentes estudos que servem de apoio para o aluno criar o seu projeto, cujo “brief” é apresentado já no primeiro dia de aula.  Além das aulas práticas (photoshop, oficina, desenho, etc) que são essenciais de forma contínua no estudo do design, cada semana tem um tema, que é introduzido na semana anterior com a indicação de textos que devem ser lidos para essa aula (Contextual Studies Lecture), onde nós iremos ouvir opiniões de profissionais e professores sobre o assunto que vai ser em seguida, no mesmo dia, debatido entre grupos já pré definidos de alunos. Cada grupo é acompanhado por uma das pessoas que palestrou no dia sobre o assunto, logo já se tem algumas perguntas e tópicos que a faculdade quer que a gente debata (que são introduzidos nos debates por essas pessoas), mas muito do que é discutido vem do entendimento que cada aluno teve dos textos que foram indicados para ler. Logo, se tu não leu, tu não sabe do que se está tratando em duas aulas, não vai ter uma opinião para apresentar, vai deixar de aprender muitas coisas e não vai conseguir escrever o teu “essay” no final da unidade, o que é essencial para que tu passe no “term“.

Quem me conhece sabe, eu adoro falar. E eu consegui compreender muito bem os textos, o que foi fastástico, porque mesmo meus colegas que vivem na Inglaterra há um tempo e já estão habituados a ter aulas e a pensar em inglês, alguns deles não compreenderam o segundo texto. Eu tinha opiniões sobre todos os assuntos e soube me expressar de forma coerente, e realmente participar dos tópicos super legais que meus colegas estavam gerando. E os temas debatidos são de fato muito interessantes. Passei todo meu trajeto de metrô de ida pensando em algumas coisas que eu achei importante no texto, e todo o trajeto de volta pensando em coisas que eu não tinha pensado antes. Pra quem ficou curioso, o tema era “Nature as Inspiration” e os textos debatidos eram a) sobre a atual “Kleneex Society”, que surgiu na cultura de que todos os produtos são descartáveis, a medida que os carros vão mudando de 2 em 2 anos, e computadores, e móveis, e que dessa forma, segundo o autor do texto, podem até considerar que as relações entre as pessoas sejam também um “produto” descartável.  (Muito medo dessas sociedades modernas). b) Sobre o significado da palavra “nature” e um debate sobre duas utilizações. Uma dos biólogos e ecologistas que consideram a natureza algo que deve ser preservado e respeitado e  que está sendo destruído e abusado pelo homem. Consideram a natureza algo, até então, intocado pelo homem. E o outro lado (que eu concordo um pouco mais, apesar de achar particularmente que natureza é algo muito mais amplo do que essas duas correntes de pensamento) é a opinião dos pós-modernistas que vêem a natureza como algo construído com o tempo e com uma certa hierarquia entre a natureza (essa segunda parte já não concordo exatamente). Mas o legal desse segundo texto, que foi o texto que nem todos entenderam, é que as duas teorias se baseiam no fato de que a natureza não exatamente existe. Tanto uma quanto a outra, é uma invenção do homem para simbolizar algo, que é visto então de formas diferentes. Extremamente louco e interessante!

Fico pensando na inteligência que é usada nas aulas na Central Saint Martins. As aulas realmente te fazem pensar mais, porque tu não escuta muito um discurso contínuo de um professor falando de forma direta um assunto. Tu lê opiniões que tem um fundamento, uma base de estudos, uma ciência por trás, e depois tu fala, verbaliza o que tu entendeu. É muito mais fácil apenas ouvir e tomar o que foi ouvido como o teu entendimento no assunto, do que realmente ouvir, ver, ler e compreender o que te foi mostrado e criar a tua própria visão sobre isso. Isso que é design. Design não é uma coisa única, homóloga para todos. É pegar uma informação de acesso a todos (tipo: O que é uma cadeira?) e conseguir representar os teus princípios, objetivos e  a tua bagagem histórica (o teu “Personal Inventry” como me ensinaram hoje) em algo novo. Então estamos estudando design, de forma que estamos fazendo “design” dos nossos próprios pensamentos. Dá pra entender? Estou empolgada, já não deve faze muito sentido.

A questão é que eu estou muito feliz. Vejo um ambiente que tem tudo para oferecer aos alunos, da forma mais inteligente que já vi até hoje, e cabe aos alunos saberem usar isso e terem o interesse. E essa é a parte mais legal. Os alunos da minha turma, diria que 96% da turma, são extremamente interessados e capazes. É uma aglomeração de energia, uma orgia louca de idéias, culturas e opiniões. Sinto um potencial louco querendo surgir….  doooope!

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Electric

In Uncategorized on janeiro 18, 2010 by lola2751

Pois é, foi um fim de semana alucinante, bem Londres! Very British! Eu devia com certeza dividir em dias como eu ando fazendo até agora, mas o tempo tá curto, a vontade é grande e se eu não escrever agora, nunca mais.

Tudo se iniciou com quinta. Na verdade com quarta-feira, quando o Tchusca me mandou um email dizendo que eu tinha que ir no show do Vampire Weekend que ia ter for FREE na quinta-feira. Bom, como todo estrangeiro (ainda mais brasileiro) eu adoro coisas grátis. Depois de uma aula sobre como fazer pesquisas na internet (o pior de tudo é que foi útil pra caramba) fiquei fazendo pesquisas na biblioteca (viu? Foi super útil) até eu começar a me distrair por emails sobre moda e resolver pesquisar pelo endereço da Urban Outfitters mais próxima (sou previsível). Descobri então a rua mais lindinha de todo Covent Garden. Se você curte coisas urbanas, diferentes, restaurantes bonitinhos, ruas pequeninhas com lojinhas, essa é a área certa. A rua amada é a Earlham Street, a maioria das lojas é de artigos mais masculinos, mas vale a pena. A Urban Outfitters continua maravilhosa como sempre, sorry mom and dad pelas compritchas no cartão de crédito :) Encontrei com a Laura (amiga que fiz durante uma turbulência no vôo de Porto Alegre para São Paulo) e fomos para o show. Encontramos a Juliana e o resto da futura gangue Brasilis que se formou naquela noite. Naquele evento inesquecível, em plena Somerset House, vendo Vampire Weekend tocando de uma sacada para o grupo aglomerado no pátio interno, junto a pista de patinação.

Mudei o tamanho padrão das fotos de postagem, que tal? Bom, saímos de lá e comemos aquele Burger avec Beer, delícia por apenas £5,75 num lugar que o amado do Diego nos levou.

Sexta acordei já emocionada porque sabia que ia ter a minha festinha. Fui encontrar as brazucas para almoçar e fazer compras. Foi quando consegui a maior bargain desde minha visita a China. Um sapato na Liberty’s (chique) de £260 para £29!! Sim, é possível. E ele era inteiraço e novo. Só tinha do meu número. Só um. Was made to be… MAS o sapato é de couro super novo e me matou durante o fim de semana. Não, não vou ficar falando muitas vezes pra não ficar chato (ainda mais porque foi um real achado), mas dá vontade de por “dor” no fim de todas as próximas frases sobre sexta, porque eu pensei que ia perder meu pé esquerdo. O caso é que na loja não me atinei de experimentar os dois e só provei aquele que o pessoal já tava provando, logo o couro já estava laceado. Na hora de calçar o outro pé Ha! Dooooor… sorte que é lindo. e barato.

Fomos para minha festinha, SUCESSO! As minhas colegas, que eu já era fã antes, se empenharam na festinha, fizeram massa, bruschettas, compraram pratos descartáveis de futebol (risos) e chamaram, nas palavras de Esther, “só as pessoas legais da turma”. Acredito totalmente, porque todos que foram eram ótimos. Gente finíssima, adorei! Não esperava uma recepção assim, de forma tão legal, genuína e tenho total noção da raridade de toda essa situação e me sinto totalmente abençoada, o que é muito engraçado, porque me lembra muito a forma com que senti quando entrei na UFRGS. Lá eu também acabei caindo no meio de uma turma realmente especial. Sei lá, acho que as pessoas são agraciadas de formas diferentes. Eu sou em sapatos baratos e colegas de faculdade extremamente legais (hahahaha). Vou tentar compactar o espírito da festa em uma foto, apesar de nela só aparecer uma parcela do grupo:

Minha festinha foi na verdade uma concentra/aquece/pré-noite/pré/esquenta de uma festa de salsa no The Cuban, em Camden. Salsa foi um sucesso!! pelo menos pra mim. O bar ter drinks com maracujá foi uma surpresa feliz!! E ter todos meus colegas, inclusive e principalmente os dois únicos verdadeiramente britânicos, dançando salsa de forma muito aplicada foi uma diversão looouca!

Sábado, com meus pés morrendo da salsa (e sapato novo) levei as gurias para a Earlham Street e almoçamos num restaurante bárbaro chamado Caffee Pasta (sopa de abóbora e pizza de cogumelos com cebola caramelada). Saímos da nossa tarde de passeio por Covent Garden, passamos na casa da Bella para trocar de roupa, e fomos encontrar amigos da Bella no bar do Sanderson’s Hotel. Bom, quem entrar no site do hotel rapidamente entenderá o meu amor instantâneo pelo lugar. Móveis consagrados do design mundial e ambientes realmente inesquecíveis. Nós iamos sair depois, mas total desistimos e fomos comer Double Cheeseburgers. Os amigos da Bella acabaram nem indo no Sanderson’s, o que achei ótimo porque assim pudemos tirar fotos rídiculas no elevador do hotel. O elevador é o cosmos. É sério, imagine um elevador que nas paredes tem aquela superfície, aiii não vou lembrar agora… sabe que tinha naquelas fichas que vinham nos salgadinhos quando nós eramos crianças? e que tem naqueles quadros da Marylin Monroe, que conformo tu se mexe parece que ela está mandando beijinho ou acenando?. Sabe? Isso não deve fazer sentido, mas o elevador também não fazia, era simplesmente mágico e como toda e qualquer criança, eu entrei em colapso nervoso e queria me mudar pro tal elevador.

Estou querendo me mudar (não necessariamente pro elevador do Sanderson’s), e é nisso que estou trabalhando agora. Estou mandando emails para visitar alguns apartamentos essa semana. Fomos para Nothing Hill hoje (fez SOL MALUCO, fui de óculos escuros, nem acredito) e até me animaria de morar por lá, é bem agradável e bonito. Estou procurando algo mais central, mas quem sabe.

Encurtei horrores as aventuras do finde, mas foi tudo realmente ótimo e fora de casa, então mal encostei no computador, o que imagino que todos achem no mínimo digno já que estou aqui para sugar o máximo da cidade. Eu acho perfeito, não era nada menos do que eu esperava da famosa cidade eletrizante que é Londres.

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stormtroopers

In Uncategorized on janeiro 17, 2010 by lola2751

Desculpa aêêê amorzinhos. Mas já vi que os finais de semana vão ser super ocupados (alooooca) e não rola tempo de postar minhas bíblias aqui. Tá acumulando tanta coisa, amanhã sento e rezo pra não esquecer nada.

Boa Noite, 2h16 da manhã de londres, após mil cheeseburguers, dormindo na Bella.

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GOLDEN

In Uncategorized on janeiro 13, 2010 by lola2751 Etiquetado: , , , , , , , , , , ,

Acordei cedo (eu falo isso sempre, mas é que 8h30 pra quem estava de férias até ontem é cedo) e fui para o escritório do Ashley fazer meu student ID card. O escritório dele fica em outro prédio da University of Arts London, então tive que pegar outro metrô and all. Já dentro do prédio, me perdi (sim, porque não?) e acabei dando banda pelo andar das belas artes. Um som de piano me chamou atenção e fui seguindo até ouvir perfeitamente uma música sendo perfeitamente tocada do outro lado da porta. Estudar numa faculdade especializada em formar artistas é bom por isso, tu se surpreende com coisas muito boas quando se está zanzando pelos corredores. Até eu me achar e o Ashley conseguir fazer minha carteirinha, eu estava atrasada para a aula. Por sorte outros dois alunos também estavam, então na hora de chorar do lado de fora pedindo para entrar, a mijada foi em conjunto. A professora Betty, é o tipo de professora cool que qualquer pessoa quer ter. Italiana, cheia de tatuagens, soube que existem fotos dela pelada na internet (mostrando a tatuagem de listras de zebra por todas as costas dela). Alguém leu até no facebook dela algo sobre ela querer ser uma zebra. Bom, good luck with that!

Fiz cópia dos cápitulos de um livro que temos que ler para o seminário de contextual studies lecture (essa é a matéria que ela nos dá) na semana que vem e fomos almoçar numa praça. Pior idéia que já tiveram desde que eu cheguei em londres. Você que está em Londres, ou que pretende vir para Londres no inverno, NÃO, eu disse, NÃO almoce numa praça. Resultado, quando estavamos entrando no metrô eu já não sentia a minha mão direita, tive que fazer altos lances para deixar o sangue rolar, sacudir e esfregar a mão. Ruim.

Fomos no Design Museum, ver a exposição que supostamente tem a ver com o projeto. Estudos ergonômicos que já foram feitos, e que são de tecnologia conhecida, nada totalmente inovador para os dias de hoje, são inovações geradas no passado e que agora são conhecidas por nós. A princípio não tem muito a ver, mas imagino que a exposição sirva de base para trabalhar essa coisa da imaginação, o fato de termos que prever o futuro.Os projetos ergonômicos expostos eram de produtos que surgiram necessários, e foram inicialmente criados sem grandes “cuidados” e que por meio desses estudos alcançaram a qualidade de um bom design. No nosso projeto devemos imaginar esse produto que vai ser necessário e já aplicar estudos inteligentes para criar um produto de qualidade.

Feliz por estar me aplicando na facul, apesar de ter chegado atrasada, fui para Camden, again, mas não pela cerveja, pelos SAPATOS. Além de muito turista, cerveja, camisetas, e especialmente piercings e tatuagens, Camden Road tem milhares de lojas de sapatos. Tinha namorado as vitrines de tênis coloridos, e já que eu não tinha feito nenhuma comprinha para mim (sem ser comida, transporte ou material escolar) me dei um tênis dourado da nike. Soo happy! Vou estreiar ele na festa que vai ser feita em minha homenagem (chique) na casa de uma das minhas colegas italiana. Por ter no início achado que a turma não ia me querer, por ela já existir e eu chegar com o bonde andando, essa festchynha me deixou surpresa e feliz.

E AHHH! Por dias pessoas me perguntam direções na rua, já que eu tenho essa cara very british (risos mortais), e hoje eu finalmente soube ajudar! Ajudei uma chinesa a encontrar a linha de metrô que ela devia pegar. E Hoje, nem caí no chão, mal esbarrei nas pessoas e não peguei nenhuma estação de metrô errada. Só perdi uma luva, mas daí era pedir de mais né? Sempre muitas emoções, e foi logo a luva da mão que tava meio morta hoje de tarde.

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